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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Domingo tem Verdão no Pacaembú ! Show no Vácuo !

Domingo 16:00 horas é dia do clássico dos clássicos no Pacaembú, aliás nesta história com H já fizemos bonito na inauguração do estádio em 27 de Abril de 1940. Foi o primeiro dos vários chocolates neste estádio.

Agora no nosso estádio temporário, tipo casa de veraneio, vamos deixar 1500 lugares de quina reservados para o adversário, que se diz dono do estádio !!!

Pela foto se vê que não é de hoje que o Pacaembú é verde e branco !

E só para lembrar, veja os 2 chapéus do Sandro Silva no clássico !



Vamos torcer para mais uma bela apresentação do Mago e seus brothers !







Boa Sorte aos VERDES !

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Por que Enea Campeão ? Final Palmeiras x Grêmio - 1967

Pacaembú 1967 - Palmeiras 2 x Grêmio 1 com José Silvério narrando !


Para aqueles que dizem que apenas campeonatos disputados no formato de pontos corridos permitem que um time entre em campo para prejudicar o rival, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967 serve para desmentir essa teoria. O Palmeiras foi campeão da primeira edição da disputa que deu origem ao Campeonato Brasileiro depois de derrubar um desinteressado Grêmio em campo, que não se esforçou nem um pouco para ajudar o rival Internacional.

Passados 43 anos daquela disputa, é difícil afirmar se o Tricolor gaúcho fez de fato corpo mole, mas o JT de 9 de junho de 1967, três dias depois de o Verdão ganhar por 2 a 1 e conquistar o título, relatou que o Grêmio foi um time de “onze gaúchos que não mostraram nada e deixaram Ademir e Dudu fazer o que queriam no meio de campo.”

Após passarem pela fase de grupos com as melhores campanhas do Robertão, Corinthians, Internacional, Palmeiras e Grêmio disputaram o quadrangular final. E é fácil entender a visível apatia dos gremistas naquela decisão com o Palmeiras. Já fora da disputa pela taça, se vencessem, eles dariam o título para o Internacional, que na noite anterior havia batido o Corinthians por 3 a 0.

Dudu, volante palmeirense que participou daquele jogo, nega que os gaúchos tenham facilitado a vida do Verdão. “O Grêmio tinha um baita time. Foi um jogo duro.”

O Palmeiras chegou à última rodada com sete pontos, dois à frente de Inter e Corinthians. Como o Colorado bateu o Timão e naquela época a vitória valia dois pontos, o Inter alcançou o Verdão e passou a torcer pelo Grêmio. Mesmo jogando pelo empate, o Verdão não demorou para abrir o placar. Aos oito minutos, César Maluco aproveitou vacilo da zaga e tocou na saída do goleiro.

O segundo gol, aos 24 minutos, foi uma pintura. Ferrari iniciou a jogada pela esquerda e tocou para Tupãzinho, que passou para César Maluco. O atacante tabelou com Servílio, invadiu a área e encheu o pé. Um golaço.

Com o título garantido, o Verdão só foi incomodado pelo Grêmio aos 40 do segundo tempo, quando Ari Ercílio descontou de pênalti.

Tão tímida quanto a atuação do Grêmio foi a festa do título. A diretoria não planejou nada especial e apenas alguns cartolas comemoraram em uma pizzaria na rua da Consolação. Após a conquista, os jogadores foram recebidos no Palácio dos Bandeirantes pelo governador Abreu Sodré. Depois, passaram na sede do clube para receber um terno de viagem e embarcaram para uma excursão ao Japão, onde disputaram três amistosos pelo cachê de US$ 3 mil.



Ficha técnica
Palmeiras: Perez, Djalma Santos, Baldochi, Minuca e Ferrari; Dudu e Ademir da Guia; Dario (Zico), Servílio, César e Tupãzinho (Reinaldo) Técnico: Aymoré Moreira

Grêmio: Arlindo, Everaldo, Ari Ercílio, Paulo Souza e Ortunho; Áureo (Paíca) e Cléo; Babá (Loivo), João Severiano, Beto (Vieira) e Volmir Técnico: Carlos Frôner

Gols: César, aos 8 e aos 24 do 1ºT, e Ari Ercílio, aos 40 do 2°T
Juiz: João Carlos Ferrari
Cartão vermelho: Ferrari
Renda: NCr$ 64.578,00
Público: 28.000 pagantes
Data:6 de junho de 1967
Local: Pacaembu

O relato de Dudu: ‘Era um nacional de verdade’

Aquela foi uma conquista muito importante para o Palmeiras na época, porque o futebol estava passando por um processo de transição dos campeonatos regionais para os nacionais. Antes, todo mundo só tinha olhos para o Rio-São Paulo, que era uma vitrine muito grande para os jogadores que queriam chegar à Seleção Brasileira.

Com o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, passamos a enfrentar clubes da Bahia, de Minas Gerais, do Paraná e a disputa ficou muito mais dura. Apesar de o nosso time ser muito forte, o Grêmio também era muito bom, tanto é que na partida de ida daquele quadrangular final empatamos por 1 a 1 em Porto Alegre. Mas aqui em São Paulo, conseguimos impor o nosso ritmo de jogo e fomos campeões.

Dudu tem 71 anos e está aposentado

Narração: José Silvério

Fonte: JT

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Por que Enea campeão ?



 Em 1960, Verdão deu show de bola no Pacaembu !


A Taça Brasil de 1960 marcou o início de uma grande década para o Verdão. Campeão paulista de 1959, o time garantiu vaga direto nas semifinais do torneio, quando enfrentou o Fluminense de Telê Santana, um jogador diferenciado na época e um dos primeiros pontas no futebol brasileiro a voltar para marcar.


Na foto, O ponta-esquerda Romeira disputa a bola com um zagueiro do Fortaleza

O Tricolor carioca vinha embalado por ter eliminado Cruzeiro e Grêmio. Depois de empatarem sem gols no jogo de ida no Estádio do Pacaembu, em 9 de novembro, Palmeiras e Fluminense decidiram a vaga na final no Maracanã no dia 16 daquele mês. O jogo foi duríssimo. A torcida tricolor compareceu em peso – mais de 50 mil torcedores – e o Verdão venceu por 1 a 0, gol de Humberto Tozzi aos 44 minutos do segundo tempo.

A classificação para a final serviu como um consolo para o time que não fazia um bom Paulistão (o Palmeiras terminou o Estadual em quarto lugar atrás de Santos, Portuguesa e Corinthians).

Garantido na final, o Verdão teve de esperar uma semana para conhecer o seu adversário, que sairia do confronto entre Fortaleza e Santa Cruz. Os cearenses levaram a melhor. E chegaram à final empolgados pela boa campanha. Invictos, haviam eliminado ABC, Moto Club e Bahia, dono do primeiro título da Taça Brasil, além do próprio Santa Cruz.

Na decisão, no entanto, teriam pela frente o poderoso time do Palmeiras. Valdir, Djalma Santos, Humberto Tozzi e Julinho Botelho estavam em todas as listas de melhores jogadores do País da época. A aposta do Fortaleza era em Bececê, artilheiro do torneio. Mas ele não foi páreo para o Verdão, que ganhou por 3 a 1 o primeiro jogo em 22 de dezembro, no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. Mesmo assim, a atuação do atacante agradou aos dirigentes do Palmeiras e ele chegou em São Paulo para a decisão do dia 28 “virtualmente contratado” pelo Verdão. Um dia depois da final, Bececê foi ao Palestra Itália e concretizou sua transferência para o Alviverde.

Apesar do título, o técnico Oswaldo Brandão deixou o Palmeiras logo depois do jogo por desentendimento com a diretoria.